Localização: Angola + Português
Global Global Algérie Français Algeria English Angola Português Angola English Argentina Español Argentina English Australia English Austria Deutsch Austria English Azerbaijan English Azerbaijan Русский Bahrain English Bangladesh English Belgium English Belgium Français Belgium Nederlands Brazil Português Brazil English Bulgaria български Bulgaria English Cameroon English Cameroon Français Canada English Canada Français Chile Español Chile English China 中文 China 日本語 China English Colombia Español Colombia English Croatia English Czech Republic Čeština Czech Republic English Denmark English Djibouti English Ecuador Español Ecuador English Egypt English Estonia English Ethiopia English Finland Suomi Finland English France Français France English Georgia English Georgia Русский Germany Deutsch Germany English Ghana English Greece Ελληνικά Greece English Guatemala Español Guatemala English Hong Kong, China English Hong Kong, China 中文 Hungary Magyar Hungary English India English Indonesia English Iraq English Ireland English Italy Italiano Italy English Ivory Coast Français Ivory Coast English Japan 日本語 Japan English Jordan English Kazakhstan Русский Kazakhstan English Kenya English Kuwait English Kyrgyzstan Русский Kyrgyzstan English Latvia English Lithuania English Malaysia English Mauritius English Mauritius français (Maurice) Mexico Español Mexico English Moldova Română Moldova English Mongolia English Morocco English Morocco Français Mozambique Português Mozambique English Netherlands Nederlands Netherlands English New Zealand English Nigeria English Norway English Oman English Pakistan English Paraguay Español Paraguay English Peru Español Peru English Philippines English Poland Polski Poland English Portugal Português Portugal English Qatar English Republic of Korea 한국어 Republic of Korea English Romania Română Romania English Saudi Arabia English Serbia Српски Serbia English Singapore English Slovakia English Slovenia English South Africa English Spain English Spain Español Sri Lanka English Sweden English Switzerland Deutsch Switzerland Français Switzerland Italiano Switzerland English Tanzania English Thailand ไทย Thailand English Togo English Togo Français Tunisia English Tunisia Français Türkiye Türkçe Türkiye English Turkmenistan Русский Turkmenistan English Ukraine Українська Ukraine English United Arab Emirates English United Kingdom English Uruguay Español Uruguay English USA English Uzbekistan English Uzbekistan Русский Vietnam Tiếng Việt Vietnam English

Como laboratório independente acreditado ISO/IEC 17025 (CNAS), realizamos testes de retardamento de chama para fabricantes de plásticos, componentes electrónicos, materiais de construção, têxteis e equipamentos mineiros em Angola. O retardamento de chama é a capacidade de um material resistir à ignição e impedir ou retardar a propagação de chamas quando exposto a uma fonte de calor ou chama. Este ensaio é fundamental para cumprir os requisitos de segurança contra incêndio em edifícios públicos, meios de transporte (camionagem, caminhos‑de‑ferro), painéis solares, componentes eléctricos e revestimentos interiores. Os resultados permitem classificar os materiais quanto à sua inflamabilidade e garantir a conformidade com as especificações de segurança.

Teste de retardamento de chama

Tipos de Amostras e Materiais que Ensaíamos

  • Plásticos rígidos e flexíveis (ABS, PC, PA, PP, PE, PVC, PET, PU, epóxi, fenólicos, poliéster)
  • Espumas plásticas (poliuretano, poliestireno expandido – EPS, polietileno expandido – EPE, espumas de melamina)
  • Têxteis e não‑tecidos (cortinas, tapetes, estofos, vestuário de protecção, lonas, redes de protecção)
  • Materiais de construção (painéis sandwich, isolamento térmico, revestimentos de parede, placas de gesso cartonado)
  • Componentes eléctricos e electrónicos (carcaças, conectores, suportes de fusíveis, isoladores, invólucros de baterias)
  • Fios e cabos eléctricos (isolamento e revestimento de PVC, XLPE, LSZH – low smoke zero halogen)
  • Materiais compósitos (fibra de vidro/poliéster, fibra de carbono/epóxi, sandwich de alumínio com núcleo plástico)
  • Revestimentos de assentos para transportes públicos (autocarros, comboios, aviões)
  • Equipamentos de protecção individual (capacetes, luvas, vestuário de bombeiro)

Conceitos Fundamentais – Inflamabilidade e Retardamento de Chama

A inflamabilidade é a facilidade com que um material entra em combustão na presença de uma fonte de calor. O retardamento de chama é obtido por adição de compostos halogenados, fósforo, hidróxidos metálicos (alumínio, magnésio), grafite expansível ou nano‑cargas. Os principais parâmetros medidos nos ensaios são: tempo de ignição, tempo de extinção (auto‑extinção), comprimento queimado, gotejamento de material fundido (que pode propagar fogo), e emissão de fumos. Diferentes métodos de ensaio são aplicados consoante a orientação da amostra (horizontal ou vertical), a espessura e a aplicação final.

Principais Métodos de Ensaio de Retardamento de Chama

Seleccionamos o método apropriado com base na geometria do material e nas especificações do cliente. As descrições abaixo seguem procedimentos amplamente aceites internacionalmente.

1. Ensaio de combustão horizontal (para materiais que ardem sem gotejar)

A amostra (tipicamente 125 mm × 13 mm × espessura ≤ 13 mm) é colocada horizontalmente numa câmara de ensaio. Uma chama de queimador (20 mm de altura) é aplicada na extremidade da amostra durante 30 segundos. Registam‑se: o tempo para a chama atingir a primeira marca (25 mm), o tempo para atingir a segunda marca (100 mm) e a velocidade de propagação (mm/min). O material é classificado como HB (combustão horizontal lenta) se a velocidade for inferior a 40 mm/min para espessuras < 3 mm, ou inferior a 75 mm/min para espessuras ≥ 3 mm. É considerado não‑classificado se arder completamente até à marca de 100 mm antes de 30 segundos.

2. Ensaio de combustão vertical (método mais exigente)

A amostra (125 mm × 13 mm × espessura típica) é montada verticalmente. Aplica‑se uma chama de 20 mm na extremidade inferior durante 10 segundos, remove‑se e regista‑se o tempo de extinção (t1). Aplica‑se uma segunda ignição durante 10 segundos e regista‑se o tempo de extinção (t2). Mede‑se também o comprimento queimado e se o material goteja incandescências que inflamam algodão colocado por baixo. As classificações são: V‑0 (auto‑extinção em ≤ 10 s após cada aplicação, sem gotejamento, comprimento queimado ≤ 150 mm); V‑1 (≤ 30 s, sem gotejamento, comprimento queimado ≤ 250 mm); V‑2 (≤ 30 s, com gotejamento que inflama o algodão).

3. Ensaio de filme fino e têxtil (método da chama piloto de 45°)

A amostra é montada num bastidor a 45°. Uma chama padrão é aplicada na superfície durante 1 segundo (para têxteis) ou 3 segundos (para filmes finos). Observa‑se a destruição do material, a formação de orifícios e se a chama se espalha até às bordas. A classificação é “passa” ou “falha” conforme critérios do cliente.

4. Ensaio de fio incandescente (glow wire) – para componentes eléctricos

Uma espiral de fio de níquel‑crómio é aquecida a uma temperatura prescrita (650°C, 750°C, 850°C ou 960°C). A espiral é pressionada contra a superfície da amostra durante 30 segundos. Observa‑se: ignição da amostra, duração da chama após remoção do fio, e se gotas incandescentes inflamam um papel de seda colocado por baixo. O material é aprovado para a temperatura se a chama se extinguir em ≤ 30 segundos e não houver ignição do papel.

5. Ensaio de chama vertical para cabos e fios

Um cabo de comprimento 600 mm é montado verticalmente. Aplica‑se uma chama de queimador (125 mm de altura) na parte inferior durante 60 segundos. Mede‑se a distância que a chama carboniza o isolamento a partir do ponto de aplicação. Cabos classificados como auto‑extinguíveis (passam) quando a carbonização não atinge uma marca situada 50 mm acima do queimador.

Preparação de Amostras e Condicionamento

  • As amostras são moldadas ou cortadas a partir de componentes reais, com dimensões especificadas pelo método de ensaio.
  • As arestas são alisadas e as superfícies mantêm o acabamento original (não se deve lixar as faces que serão expostas à chama).
  • O condicionamento é feito a 23°C ± 2°C e 50% ± 10% HR durante pelo menos 48 horas antes do ensaio.
  • Para materiais que absorvem humidade (nylon, celulose), realiza‑se também condicionamento em ambiente seco (23°C, < 20% HR) para avaliar o pior caso.
  • Pelo menos 5 amostras são ensaiadas para cada material e espessura.

Factores que Influenciam os Resultados

  • Espessura do material – Amostras mais finas ardem mais facilmente. A classificação V‑0, V‑1 ou V‑2 é válida apenas para a espessura ensaiada.
  • Presença de retardadores de chama – A eficácia depende da homogeneidade da mistura. Defeitos de processamento podem criar zonas com baixa concentração de retardante.
  • Teor de humidade – Materiais higroscópicos (nylon, ABS) podem apresentar melhor retardamento quando secos (menos humidade para evaporar) ou pior? Na prática, a humidade tende a reduzir a inflamabilidade porque a água absorve calor. O condicionamento normalizado é essencial.
  • Orientação da amostra – Materiais anisotrópicos (compósitos, extrusados) podem queimar mais rapidamente numa direcção do que noutra; ensaia‑se a direcção crítica.

Controlo de Qualidade e Validação

  • Utilização de amostras de referência com comportamento conhecido (por exemplo, placa de ABS com classificação V‑0 certificada) para verificar o equipamento mensalmente.
  • Os queimadores são calibrados quanto à altura da chama e ao caudal de gás (metano ou propano) antes de cada série.
  • O algodão usado para detectar gotejamentos é padronizado (massa por unidade de área).

Interpretação dos Resultados e Critérios de Aceitação

  • Para componentes electrónicos que operam perto de fontes de calor (resistências, transístores de potência), exige‑se normalmente classificação V‑0 ou V‑1.
  • Para materiais de construção (painéis, isolamento), a legislação local angolana (Regulamento de Segurança contra Incêndios em Edifícios) exige que os materiais tenham propagação de chama inferior a certos limites. Fornecemos os valores medidos e, se o cliente fornecer o limite, declaramos “conforme” ou “não conforme”.
  • Para cabos eléctricos em instalações de emergência (bombeiros, iluminação de emergência), exige‑se que sejam auto‑extinguíveis (passam no ensaio vertical).

Relatório de Ensaio

O relatório de teste de retardamento de chama inclui:

  • Identificação da amostra (material, espessura, cor, fabricante, lote, tratamento retardante)
  • Método de ensaio (combustão horizontal, vertical, fio incandescente, etc.) e parâmetros (tempo de ignição, temperatura do fio, etc.)
  • Condições de condicionamento (temperatura, humidade, tempo)
  • Resultados individuais para cada provete: tempo de extinção (s), comprimento queimado (mm), gotejamento (sim/não), ignição do algodão (sim/não)
  • Classificação obtida (ex.: V‑0, HB, passa/falha no fio incandescente a 850°C)
  • Observações sobre comportamento (fusão, retracção, formação de chamas pingantes)
  • Comparação com a especificação do cliente (se fornecida)
  • Declaração de conformidade (aprovado/reprovado) baseada nos critérios do cliente
  • Fotografias da amostra antes e depois do ensaio (anexo)

Não é fornecida uma declaração de conformidade com qualquer norma externa sem que o cliente tenha definido os critérios de aceitação. Os dados brutos e os certificados de calibração do equipamento são arquivados por 10 anos.

Aplicações Práticas para a Indústria Angolana

  • Selecção de materiais para componentes eléctricos em subestações e centros de transformação.
  • Verificação da segurança de painéis sandwich utilizados em coberturas de armazéns e pavilhões industriais.
  • Qualificação de cabos para instalações mineiras (os cabos devem ser auto‑extinguíveis e de baixa emissão de fumos).
  • Ensaios em plásticos para interiores de viaturas de transporte público (exigência de retardamento de chama).
  • Controlo de qualidade de espumas para estofos e colchões (risco de incêndio elevado).